
Livro digital
Título:
A Primeira Vez
Autor:
Izabel Rosa Gurgel
Categoria:
Infantil/Juvenil > Valores e Emoções
Doador:
Raffaello D. N.
Sinopse:
Sete histórias. Sete primeiras vezes. Em algum lugar do Ceará, entre o sertão e o mar, crianças e adolescentes descobrem, pela primeira vez, o que é amar, perder, esperar, sonhar — e seguir em frente. Em "A Primeira Vez — Sete Histórias de Amor e Morte", Izabel Rosa Gurgel tece uma coletânea literária sensível e corajosa, onde cada conto mergulha em um rito de passagem da infância e da juventude vivido no coração do Nordeste brasileiro. Do menino que vê o mar pela primeira vez ao que carrega no peito o medo de morrer antes do primeiro beijo; da menina que segura um caixão de anjo com um anjinho dentro àquela que descobre que a morte também pode estar no silêncio de um avô que definha de saudade — cada narrativa pulsa com a verdade crua e poética das coisas que só se vivem uma vez.
O livro nos leva a lugares reais e inventados do Ceará — Cafundó, Choró, Juazeiro do Norte, Praia do Futuro —, povoados por personagens inesquecíveis: Clara e Francisco, que passam a vida inteira honrando um desafio feito aos 12 anos; João Batista dos Alves Neto, que sonha com o que vai acontecer e perdeu todos os irmãos gêmeos no nascimento; Ana Áurea, que descobre o peso de carregar um corpo pequeno demais para ter um nome grande; Luis Ângelo Genoino das Candeias, que tem pânico da morte e a mãe jardineira de um cemitério de criança; e tantos outros. Com uma prosa que transborda afeto pela cultura cearense — o reisado, a banda cabaçal, o sertão que encolhe e se alarga —, Gurgel constrói um retrato literário da infância como território de descoberta, dor e beleza.
Escrito com a precisão de quem conhece a alma do semiárido e a delicadeza de quem entende que a literatura infantil pode (e deve) falar de tudo — inclusive da morte —, este livro convida leitores de todas as idades a revisitar suas próprias primeiras vezes. Cada conto é uma escuta amorosa, como diz a epígrafe: "Nós, leitoras, leitores, somos do bloco daqueles que zelam pela alegria do mundo." Uma obra para ser lida em voz alta, em silêncio, aos pedaços ou de uma só vez — e guardada para sempre dentro dos olhos, como Clara e Francisco guardaram o mar.