
Livro digital
Título:
Padre Landell
Autor:
Série Biografias
Categoria:
Infantil/Juvenil > Educativos / Aprendizado
Doador:
Raffaello D. N.
Sinopse:
Antes do rádio entrar na sala de estar do mundo, um padre brasileiro já transmitia a voz humana por ondas invisíveis — e o fez em pleno alvorecer do século XX, em São Paulo, sob olhares entre o espanto e a curiosidade. "Padre Landell", da Coleção Conta pra Mim — Série Biografias, apresenta às crianças a história real de Roberto Landell de Moura (1861-1928), um dos maiores cientistas brasileiros, cujo nome está gravado no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Nascido em Porto Alegre, menino curioso que construiu um telefone aos dezesseis anos, ele cresceu dividido entre a fé e a ciência — e encontrou nos laboratórios improvisados das madrugadas o espaço para mudar a história das telecomunicações.
Em 16 de julho de 1899, do bairro de Santana até as margens do Rio Tietê, Landell realizou a primeira transmissão pública de voz por ondas de rádio do mundo — um feito que muitos livros ainda atribuem a Guglielmo Marconi, que em 1895 enviara apenas sinais telegráficos em código Morse. O livro mostra, com linguagem acessível e ilustrações delicadas de Vanessa Alexandre (em aquarela), como o padre cientista enfrentou a incompreensão de seu tempo, teve seus aparelhos destruídos por quem não entendia seu valor e seguiu pesquisando sozinho, até registrar patentes no Brasil e nos Estados Unidos. Cada página também revela sua visão extraordinária: ele previu a televisão, as comunicações interplanetárias e o uso da luz para transmitir imagens — décadas antes de a tecnologia tornar esses sonhos possíveis.
Parte do programa de alfabetização do Ministério da Educação, esta obra não apenas ensina ciência às crianças — ela convida pais e filhos a uma leitura dialogada, com perguntas, pausas e descobertas compartilhadas. Mais do que uma biografia, "Padre Landell" é um convite para que cada pequeno leitor entenda que a genialidade pode morar ao lado da simplicidade, que a perseverança vence a falta de reconhecimento e que, às vezes, os maiores inventores do mundo caminham pelas mesmas ruas que nós — de batina, carregando embrulhos misteriosos e um coração cheio de perguntas.