Urupês

Capa do livro Urupês, de Monteiro Lobato

Livro físico

Título:
Urupês

Autor:
Monteiro Lobato

Categoria:
Ficção > Terror

Sinopse:
Os contos de Urupês têm como cenário cidades interioranas de São Paulo – todas sintetizadas em localidade fictícia: Itaoca. Ali, desenrolam-se os episódios, narrados com o mesmo sabor que o caipira confere aos causos que conta ao pé do fogo, pitando seu cigarro de palha. Em alguns contos (“A vingança da peroba”, por exemplo), o narrador se comporta como elo de uma cadeia narrativa que o transcende e na qual acaba por incluir o leitor. No entanto, a marca de um escritor acostumado à reflexão se faz sentir no didatismo que domina muitas das aberturas das narrativas. Encontramos ali explanações de cunho moralista, que introduzem o assunto. Aparentemente, para Lobato, a literatura não podia apenas deleitar; era fundamental extrair dela uma utilidade didática, um aprendizado existencial. Quando o narrador de “A colcha de retalhos” faz uma nova visita a uma família interiorana, monta o mesmo cavalo usado na visita anterior, esclarecendo que o faz “por amor à simetria”. De certa maneira, os contos de Urupês flagram momentos em que a simetria é desfeita e o previsível não ocorre. Instaura-se o mistério, que se associa aos meandros do ser humano, cujas atitudes nem sempre são explicáveis ou compreensíveis. O conto “Os faroleiros”, por exemplo, está repleto de perguntas sem resposta. Justamente em busca de uma resposta, o narrador de “Velha praga” se depara com a figura do Jeca Tatu, que acaba por tornar imortal no cenário cultural brasileiro. Se em todos os contos há alguma referência à decadência do campo, o Jeca pode ser entendido como síntese da obra. Ele é o atraso que precisa ser superado: sua preguiça agride a otimização da produtividade, essencial ao sucesso econômico que Lobato almejava para o Brasil. Contra o atraso, opõe-se a educação, o processo civilizatório que precisava chegar ao campo. O estilo de Lobato vai na mesma direção progressista: contrário aos exageros puristas de seguimento estrito da norma culta, explorou cada vez mais o coloquialismo. É o que s

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